Geração Vaga-Lume
Favoritos da Ana,  Livros

Eu sou da “geração Vaga-Lume”, e você?

Eu tinha nove anos quando cheguei da escola um dia e encontrei Zezinho – O dono da porquinha preta. Meu pai havia comprado o livro para meu irmão mais velho fazer um trabalho de escola.

Comecei a ler e, sinceramente, achei meio chata a história daquele garoto e sua porquinha. Talvez eu ainda fosse muito criança para tantas palavras e poucas gravuras, mas na contracapa estava exposta uma porção de outros livros da mesma série, Vaga-Lume.

Fui à biblioteca da escola procurar pelas histórias daquela coleção com títulos e capas que me chamaram atenção. Encontrei A ilha perdida, me apaixonei pela história dos dois garotos que ficam perdidos em uma ilha e encontram um estranho eremita por lá. Aluguei, em seguida, Perigos no mar, me apaixonei ainda mais e não consegui mais parar…

Os barcos de papel, Do outro lado da ilha, Meninos sem pátria, Sozinha no mundo, Éramos seis, O feijão e o sonho, Um cadáver ouve rádio, Enigma na televisão, O rapto do garoto de ouro, A turma da rua quinze, Desafios do pantanal…

Veja a Lista completa de Títulos da coleção Vaga-Lume

Fui assim até os meus catorze ou quinze anos, lendo duas ou três histórias todo mês. Conheci outras coleções e li outros livros infanto-juvenis inesquecíveis como: Crescer é perigoso, Pai, me compra um amigo, E agora, mãe?, A cor da ternura…

Depois conheci Agatha Christie e outros autores internacionais. Li duas vezes O homem do terno marrom, passei uma boa temporada lendo romances policiais e ainda encontrei meu romance favorito: Papai pernilongo.

Nesse meio tempo ainda encontrei ânimo para ler os clássicos da literatura brasileira. José de Alencar é, de longe, o meu favorito, mas também li duas vezes A moreninha e O quinze de Rachel de Queiróz.

Hoje percebo que devo à incrível série Vaga-lume minha grande paixão pela leitura. Comecei com aqueles livrinhos e, algumas histórias eu ainda consigo contar como se tivesse lido ontem.

Fiz uma lista e consegui me lembrar de mais de cem livros lidos, só na minha adolescência. Tenho uma conta no Skoob, uma rede social de leitores e, assim, vou montando uma lista na medida em que me lembro dos títulos já lidos e leio novos. Recentemente, reli O escaravelho do diabo, um dos meus favoritos da série.

Continuo lendo livros de história, que hoje dividem espaço na estante (ou no Play livros e Kindle) com Peter F. Drucker, Tim Brown, Augusto Cury, famosos filósofos e outros autores de “gente grande”.

Prefiro as páginas à tela. Lendo, crio o meu próprio cenário, desenho na mente o rosto dos personagens, viajo no meu próprio tempo. Os filmes adaptados geralmente me decepcionam.

Lendo, também desenvolvo minhas habilidades de escrita.

E você? Como começou sua aventura no mundo dos livros? Conta pra gente.

Redatora Freelancer | SEO. Escrevendo principalmente e com muito amor sobre Gestão de pessoas e Marketing digital. Interessada, também, por outros assuntos como literatura, sustentabilidade, plantas artesanato e vida saudável. Apaixonada pela vida!

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