inovação disruptiva
Inovação,  Recursos Humanos

Inovação disruptiva: o que é e quais são seus efeitos?

Você já sabe o que é inovação disruptiva?

Na era digital, o consumidor está cada vez mais bem informado e exigente quanto à qualidade dos produtos e serviços dos quais ele precisa ou deseja consumir. Por outro lado, as inovações acontecem com tanta velocidade que, muitas vezes, as empresas encontram dificuldades em adaptar seus processos às novas tecnologias para atender as necessidades do seu público.

É o cenário da Inovação disruptiva. Neste artigo, vamos entender juntos de que se trata esse conceito, quais são as soluções e benefícios e como as empresas precisam se posicionar para se manterem competitivas em um mundo tão complexo e incerto. Continua comigo?

O que é inovação disruptiva?

Podemos entender a Inovação disruptiva como como um processo que leva a uma transformação exponencial no mercado. É a criação de uma solução acessível, simples e conveniente ao ponto de democratizar determinados serviços e fazer com que soluções anteriores, com foco no mesmo problema, se tornem, obsoletas. 

A chegada da internet foi considerada uma inovação disruptiva, pois a partir desse evento, o meio como nos comunicamos, consumimos, e nos locomovemos foi completamente alterado. Muitas empresas que não atentaram para a necessidade de adequação à nova era, sucumbiram diante das novas soluções, muito mais práticas e acessíveis.

Vivenciamos o surgimento de grandes exemplos de inovação disruptiva:

  • O Uber chegou para popularizar o serviço de transporte particular, antes dominado apenas pelos táxis.
  • A Airbnb possibilita às pessoas encontrarem hospedagens a preços acessíveis em qualquer lugar do mundo, sem ter construído sequer um quarto de hotel.
  • Fintechs como o Nubank, Stone e C6 Bank simplificaram e reduziram os custos das transações bancárias, obrigando as grandes instituições financeiras a repensarem suas estratégias. 

Essas soluções chegam e transformam completamente o jeito de viver da sociedade. As empresas que não se apressam em acompanhar as transformações acabam perdendo mercado e desaparecendo em meio aos avanços tecnológicos cada vez mais acelerados. 

Quais são os elementos da disrupção?

Em 1997 Clayton M. Christensen, professor de Harvard, lançou o livro O Dilema do inovador, abordando uma teoria baseada em uma pesquisa acadêmica sobre a indústria do disco rígido. Essa teoria deu origem a popularização do tema Inovação disruptiva. De acordo com ela, existem três elementos que qualificam uma inovação como disruptiva. Vamos entender cada um deles?

Acessibilidade

Reparou como empresas como a Uber e Airnb democratizaram o acesso a soluções que antes eram específicas de determinados grupos econômicos? Outro exemplo são as câmeras digitais nos celulares, que tornaram possível a documentação de todos os momentos da vida das pessoas e dos acontecimentos diários. Isso sem que elas tenham que carregar uma câmera, que nem todas as pessoas podiam adquirir por causa dos preços elevados.

Para que uma ideia seja considerada disruptiva ela não pode ficar restrita a um pequeno grupo de pessoas é preciso gerar a democratização de algum produto ou serviço fazendo com que a maior parte da sociedade tenha acesso.

Conveniência

A Inovação, para ser disruptiva, precisa trazer conveniência e solucionar os problemas das pessoas. Quem já passou por alguma situação em que, com uma turma de amigos ou com a família, discutiram por vários minutos ou até horas sobre de qual restaurante iriam pedir a comida em um sábado à noite? Isso não é mais um problema. Aplicativos como iFood colocam os cardápios de todos os restaurantes na palma da mão, e os pedidos podem ser feitos em vários deles e pagos em uma mesma conta.

Simplicidade

Você se lembra como era a experiência de pedir um Táxi antes dos aplicativos móveis? Encontrar o número do telefone, ligar e esperar por um longo tempo, já que nem todo mundo tinha uma parada de táxi próximo a sua casa.

Hoje você digita a sua localização na tela de um aplicativo e em no máximo cinco minutos o carro está na sua porta preparado para te levar ao seu destino. Não ficou mais simples? 

Os aplicativos das empresas que promovem a Inovação disruptiva precisam ter interface simples e intuitiva, facilitando a usabilidade por parte da maioria das pessoas.

Como as empresas devem reagir às inovações disruptivas?

Diante do contexto atual, é natural que as organizações estejam mais atentas para se adiantar às tendências do mercado e fazer com seus produtos e suas soluções acompanhem as transformações e atendam às novas necessidades do consumidor.

Muitas investem em pesquisas, a fim de entender o mercado atual, produzir soluções personalizadas e manter sua competitividade. No entanto, nessa era tão acelerada em que vivemos, o resultado de uma pesquisa levantada hoje pode não ser viável no próximo mês, o que torna o desafio cada vez maior.

O maior obstáculo para a disrupção nas organizações tradicionais e a transformação de sua estrutura, sua cultura e a sua forma de trabalho. É preciso saber construir e gerenciar equipes flexíveis, que tenham liberdade criativa. Apostar em um ambiente multidisciplinar e pluralizado é, certamente, um bom começo para fazer com que a disrupção floresça.

Podemos perceber que essa tendência disruptiva não afeta apenas o resultado dos negócios. Ela também acontece na gestão de pessoas. As empresas modernas que promovem essas mudanças na sociedade contam com sistema de gestão  aberto e focado no bem-estar dos colaboradores.

A Inovação passa por fases de testes e erros e as equipes de trabalho precisam sentir que tem essa liberdade de errar, a fim de alcançar resultados extraordinários.

Não só o modo de vida das pessoas, como também as relações de trabalho foram modificadas em virtude inovação disruptiva. Entender e aceitar essas é essencial para que as empresas consigam adaptar os seus processos para para sobreviver no mundo exponencial.

Entendeu o que é inovação disruptiva? Como essas transformações têm impactado na sua vida e na sua empresa? Deixe seu comentário!

Redatora Web, especialista em Marketing de Conteúdo, especializando em Psicologia e Coaching, graduada em Recursos Humanos. Amo pesquisar e escrever sobre gestão de pessoas e inovação.