como nasceu o marketing de conteúdo
Marketing de Conteúdo

Como nasceu o marketing de conteúdo?

Como nasceu o marketing de conteúdo? Você já se fez essa pergunta?

Consumimos conteúdo digital, a todo momento, com a mesma naturalidade com que tomamos um cafezinho. As empresas percebem o marketing de conteúdo como uma estratégia essencial para a atração de clientes e, por isso, investem pesado em seus blogs e redes sociais.

Mas, diferente do cafezinho nosso de cada dia, que é bem mais velho e continua quase o mesmo, as estratégias de conteúdo passaram por transformações que eram inimagináveis no seu início. Mas, você sabe quando tudo começou? Talvez você se surpreenda em saber que a estratégia não é tão jovem quanto parece!

Vamos à história?

Em 1895, o ferramenteiro John Deere, fundador de uma dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos agrícolas e de construção do mundo, resolveu apostar em uma forma inovadora de de aumentar as vendas da sua empresa.

Eu imagino que, juntamente com seus administradores, no que poderia ser uma bela sessão de brainstorm (que só surgiu mais de 40 anos depois), chegaram à ideia que parecia mais promissora: lançar uma revista com matérias que ajudasse os agricultores a aumentar a produtividade de suas fazendas.

Assim, eles investiriam mais nos negócios, e claro, comprando equipamentos da John Deere. Em 1912 a revista The Furrow contava com, nada mais nada menos que 4 milhões de leitores!

Conforme definido pelo Content Marketing Institute, o marketing de conteúdo é uma abordagem estratégica de marketing focada na criação e distribuição de conteúdo relevante, oportuno e coerente para atrair e reter um público claramente definido e, finalmente, promover ações lucrativas por parte dos clientes.

Repare que, ainda no século XIX, a publicação para agricultores já atendia aos critérios desta definição usada por Joe Pulizzi há pouco mais de uma década. A pioneira The Furrow conseguiu despertar o interesse de seus leitores, claramente definidos (persona), e criar uma lealdade que ainda hoje é mantida.

Assim nasceu o marketing de conteúdo, mas a história não parou por aí. Ao longo dos anos, várias empresas apostam em estratégia de conteúdo para alavancar seus negócios, como a francesa Michelin que, em 1900, oferecia, à cada compra de pneu, um guia com informações sobre serviços rodoviários franceses, restaurantes, hoteis e serviços médicos, entre outros.

O sucesso dessa ação “desinteressada” da empresa foi tanto que, em 1920, havia se transformado em um produto extra da empresa. Além de vender cada dia mais pneus a Michelin passou a faturar com a distribuição do guia, que já era vendido em vários outros países.

Evolução à caminho

Trinta anos se passam e alguma evolução dos meios de comunicação já permitiu uma maior façanha da P&G (Procter & Gamble) que, em 1930, usou o rádio para patrocinar conteúdo para seu público. Era uma série de drama chamada de “Ma Perkins da Oxydol”, por causa do sabão Oxydol.A transmissão foi direcionada principalmente para mulheres donas de casa e se tornou muito popular.

Dessa evolução nasceu um marketing de conteúdo de luxo, ferramenta exclusiva de grandes marcas, que podiam investir em conteúdo “altruísta”, independentemente de suas ações estritamente comerciais. Além dos altos custos de produção e publicação, os meios de distribuição eram bastante limitados naquela época, e era necessário investir muitos recursos financeiros e humanos.

Os anos seguintes foram marcados pelo aumento do conteúdo publicitário, coincidindo com o surgimento da televisão no final da década de 1940. Para otimizar recursos, as grandes empresas lançavam a mesma campanha publicitária por meio de diferentes canais: imprensa, rádio e televisão, para que as mensagens chegassem diretamente a um público de massa e, assim, se destacassem  frente a seu público consumidor alvo.

Quem já recortou receitas de pacotes e caixas de farinha ou guardou aquele encarte de leite moça que vinha com uma receita em seu interior? Coisa antiga, não é? Mas acho que ainda tenho algumas coladas em um caderninho de receitas guardado em algum bauzinho de lembranças por aí.

Essa foi a grande ideia da Nestle. Em 1962 a empresa lançou as receitas de doces em seus rótulos de leite condensado e, tamanho foi o sucesso que, até os anos 80, a empresa não tinha concorrentes.

Grandes empresas como a Quatro Rodas, Marvel e Lego também investiram em publicações de conteúdo para promover seus produtos antes da era digital. Seguindo o mesmo objetivo, em 1988 a Shell lançou o programa de rádio Clube Irmão Caminhoneiro Shell, focado em atender as necessidades do motoristas das estradas.

Finalmente: a era digital!

A internet chegou nos anos 90 e, com ela, nasceu o marketing de conteúdo como o conhecemos hoje. Graças à Internet, a criação e disseminação de conteúdo não era mais um luxo para grandes empresas.

A essa altura, qualquer pessoa com uma conexão de rede podia criar e disseminar conteúdo a um custo muito baixo. As primeiras campanhas e-mail marketing foram a pedra fundamental da troca de conteúdo digital, que posteriormente seria multiplicado em blog posts e redes sociais.

A competição pelo posicionamento disparou, tornando necessária a criação conteúdo exclusivo e de qualidade. Nesse contexto, os primeiros blogs apareceram na forma de um diário pessoal, inicialmente chamados de weblogs, que posteriormente passaram a ser usados ​​pelas empresas para estabelecer uma comunicação mais direta e estreita com seu público.

Em 1998, nasceu a gigante google e a virada do milênio trouxe as primeiras redes sociais, o que seria uma verdadeira revolução na disseminação imediata de conteúdo. As oportunidades se multiplicaram, bem como a batalha para se destacar na era da infoxicação.

Os algoritmos do Google tornaram-se os novos quebra-cabeças de webmasters em todo o mundo, evidenciando a necessidade de estratégias de comunicação diferenciadas. Assim, gigantes como Red Bull, Microsoft, Apple e Coca Cola, buscam constantemente inovar suas estratégias de conteúdo e impactar seu público com ações inusitadas. 

Na segunda década do novo milênio, nascem grandes startups do marketing de conteúdo, Elas são empresas especializadas em elaborar estratégias e prover conteúdo relevante e otimizado a seus clientes, como a mineiríssima Rock Content, a maior da América Latina e que produziu esse maravilhoso infográfico que me impulsionou a escrever este texto.

E como está o Marketing de Conteúdo hoje?

O grande desafio atual do marketing de conteúdo é fazer com que as empresas se destaquem e obtenham retorno sobre o investimento em meio à multiplicidade de conteúdo disseminado pelos usuários em todo o mundo nos mais diversos canais.

Embora não exista uma fórmula mágica para o nosso conteúdo atingir diretamente o público-alvo desejado, especialistas dão direcionamentos sobre as seguintes tendências:

Personalização de conteúdo

Dada a superexposição de conteúdo, os especialistas da área precisam definir com mais precisão as suas estratégias. A jogada é se concentrar ainda mais em setores específicos para oferecer um valor diferenciado aos leitores.

Em resumo, procure um nicho para se diferenciar da concorrência. Busque aprimorar seu conteúdo, passando de conhecimentos genéricos para algo mais personalizado, agregando experiências e novidades.

Conteúdo interativo e audiovisual

Algumas pessoas, como eu, por mais que curtam a leitura, não conseguem ler em movimento. Isso impossibilita o consumo de conteúdo escrito durante trajetos para o trabalho ou escola, por exemplo. No meu caso, uso aplicativos como o Resumo Cast e Spotify para aproveitar o meu tempo em trânsito.

Existem pessoas que são mais visuais, outras mais auditivas ou cinestésicas. Para garantir que seu conteúdo impacte a maior quantidade possível de consumidores, é preciso ir além dos blogs e redes sociais. Invista em vídeos, podcasts, transmissões ao vivo, eventos presenciais e outros formatos que sejam atraentes para cada estilo de público.

O oferecimento de conteúdo gamificado e repleto de desafios, por exemplo, é fundamental para atrair e prender a atenção da super conectada e agitada geração Z!

Gerenciamento de dados

Com o bombardeio de dados circulando na rede, saber interpretá-los, tirar conclusões interessantes e, acima de tudo, apresentá-los em um formato inovador e atraente, agregará valor ao leitor e aumentará a credibilidade do conteúdo.

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Conteúdo premium

O usuário está cada vez mais familiarizado com o conteúdo pago para acessar informações de qualidade. Portanto, espera-se que as redes sociais pagas ou o conteúdo “Premium” continuem crescendo.

Tudo indica que o marketing de conteúdo ainda tem um longo caminho a percorrer. O desafio será se adaptar às inovações tecnológicas contínuas para oferecer acesso à informações mais atrativas e personalizadas. Portanto, a criatividade e a inteligência de dados terão um papel importante.

O objetivo ainda é fornecer ao usuário o conteúdo apropriado em tempo hábil, para que a qualidade continue a prevalecer sobre a quantidade.

Será que seus colegas já sabem como nasceu o marketing de conteúdo? Conte pra eles! É só compartilhar esse post nas suas redes sociais!

Redatora Web, especialista em Marketing de Conteúdo, especializando em Psicologia e Coaching, graduada em Recursos Humanos. Amo pesquisar e escrever sobre gestão de pessoas e inovação.